Conscientização e conhecimento é tudo! Por isso, no dia 26 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data tem como principal objetivo reforçar e exaltar a importância do diagnóstico preventivo e tratamento da doença, que acomete milhares de pessoas no mundo inteiro.
Identificar e realizar o tratamento contra hipertensão precocemente, reduz a mortalidade por causas cardiovasculares. Porém, é muito comum que alguns pacientes saibam que possuem a doença, iniciem o tratamento mas não o sigam como deveria e é exatamente sobre isso que falaremos hoje: como aumentar a adesão do paciente no tratamento contra hipertensão.
Entendendo a hipertensão: o que é e como é feito o tratamento
Hipertensão arterial (também conhecida como pressão alta – PA), é uma doença cardiovascular crônica que possui como característica principal o nível elevado da pressão sanguínea nas artérias. Por conta dessa alteração, com o passar dos anos, pequenas lesões se acumulam no organismo, aumentando o risco de complicações como: AVC (acidente vascular cerebral), AVE (acidente vascular encefálico), infarto do miocárdio, aneurismas arteriais, insuficiência renal e insuficiência cardíaca.
O tratamento é realizado em grande parte pela mudança de hábitos e estilo de vida. A adoção de uma dieta equilibrada, manutenção do peso corporal dentro de parâmetros saudáveis, redução do consumo de sal na alimentação, prática regular de atividades físicas e redução do consumo de álcool e tabaco são algumas das práticas que fazem parte da terapia.

Dependendo do quadro do paciente, a prescrição de medicamentos anti-hipertensivos e diuréticos também pode ser uma alternativa. Porém, vale lembrar que todo tratamento deve ser acompanhado de perto pelo cardiologista e em caso de qualquer mal-estar ou aparecimento de um novo sintoma, o profissional deve ser informado imediatamente.
Como é a adesão dos pacientes ao tratamento contra hipertensão?
O ideal deveria ser: aderir e seguir cumprindo com o tratamento sem falhar um dia sequer, porém, essa não é a realidade observada em um contexto geral. Muitas pessoas que sofrem com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, não seguem a rotina de cuidados que deveriam e esse descuido pode acarretar em uma série de danos à saúde no futuro.
Diversos são os fatores que podem influenciar na adesão do paciente ao tratamento contra hipertensão, podendo estar relacionados às características do paciente como: sexo, idade, etnia, estado civil, nível de educação, situação socioeconômica, natureza da doença (se é uma doença crônica, apresenta sintomas visíveis ou complicações a longo prazo), crenças sobre saúde, hábitos de vida (o que pode levar ao esquecimento, inserção de outras prioridades à frente do tratamento), fatores culturais, o próprio tratamento (incluindo custos, efeitos colaterais e a complexidade), sistema de saúde (acesso aos serviços, tempo de espera, etc) e até mesmo o relacionamento do paciente com a equipe de saúde.
Consequências da não adesão ao tratamento contra hipertensão
Em casos de doenças do coração e também de outras doenças crônicas, quando não tratadas corretamente, estas podem acarretar em graves complicações.
No caso da hipertensão arterial, caso o tratamento não seja feito da maneira correta, pode ocorrer o rompimento de vasos sanguíneos ou o bloqueio de suprimento de sangue para o cérebro, o que pode causar derrame cerebral. Dependendo da extensão do dano causado e da região afetada, a lesão pode ser irreversível, podendo até mesmo levar à morte.
Sobrecarga e lesão renal devido ao aumento da filtragem sanguínea pela pressão dos vasos também pode acometer a pessoa hipertensa, levando à insuficiência renal crônica e falência renal.
Como os médicos podem aumentar a aderência dos pacientes ao tratamento?
A união entre as forças (médico e paciente), é essencial para o sucesso do tratamento. Por isso é importante entender quais são as expectativas do paciente em relação ao tratamento, os efeitos terapêuticos, colaterais e informações sobre a doença em si. Esse momento de orientação e compreensão sobre o assunto faz com que o paciente entenda melhor todas as informações e confie no profissional de cardiologia que está o auxiliando.
Além disso, a educação dos pacientes em autocuidado é fundamental. Quando há o questionamento do médico em relação às dúvidas, características da rotina e necessidades do paciente, é possível conhecê-lo melhor. Dessa forma, ele pode ensinar a ele métodos de autocuidado de acordo com a sua realidade e envolver o paciente no processo de tomada de decisão, o que aumenta sua motivação na adesão ao tratamento.

Por fim, o uso da tecnologia também pode ajudar. Através do envio de lembretes, monitoramento dos sintomas, assim como o acesso rápido à opinião do seu cardiologista, é possível aumentar o envolvimento do paciente. Por isso, é fundamental que o médico conte com opções de aplicativos e oriente seus pacientes sobre como usá-los.
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