Distonia: Como funciona o tratamento e Diagnóstico desse distúrbio neurológico?

Distonia é um distúrbio neurológico dos movimentos que é caracterizado por contrações involuntárias dos músculos que obrigam certas partes do corpo a executar movimentos repetitivos de torção ou a permanecerem em posições dolorosas. O pescoço é uma das regiões do corpo que pode ser afetada, chamado de distonia cervical, porém, outras partes do corpo também podem ser comprometidas pelo transtorno, como é o caso de:

Distonia que atinge boca e língua: Distonia Oromandibular;

Distonia das cordas vocais: Distonia Laríngea ou Espasmódica;

Distonia que afeta metade do corpo: Hemidistonia;

Distonia que se manifesta durante períodos de escrita: Cãibra do Escrivão;

Entre outros.

Quando falamos em distonia cervical, por exemplo, estamos nos referindo à contração dos músculos do pescoço e cabeça se contraem e resultam na realização de movimentos involuntários. Algumas alterações na postura podem ser percebidas, indicando o distúrbio, como rotação ou inclinação do pescoço, ocorrendo a elevação do ombro em direção à orelha ou desvio do pescoço para um dos lados, que muitas vezes podem vir acompanhados de espasmos e tremores.

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Este transtorno neurológico resulta em dor e acaba sendo responsável por interferir na realização de atividades do dia a dia, tendo em vista a limitação do movimento de ambas áreas (cabeça e pescoço). O distúrbio é mais comum no sexo feminino e surge geralmente entre os 30 e 50 anos de idade, sua causa pode ser incerta, porém algumas situações podem levar ao transtorno, como: origem genética, consequência de traumas, doença de Parkinson e também devido ao uso de alguns medicamentos específicos.

Por conta disso, é importante estar sempre atento a sintomas como dores na região do pescoço, postura incomum do pescoço, associado à rotação da cabeça, sensação de enrijecimento dos músculos da região, tremores e movimentação involuntária (ou anormal) dos ombros.

Geralmente ela é diagnosticada por um neurologista especialista em distúrbios do movimento, porém, também pode ser diagnosticada por médicos e profissionais da saúde que identifiquem o padrão de movimentos característicos destes transtornos neurológicos para que assim, possa encaminhar a um especialista.

O diagnóstico adequado passa pelo histórico minucioso, destacando o histórico familiar, exame físico e neurológico completo, assim como testes de laboratório, estudos de imagem e até testes genéticos podem ser necessários para chegar, de fato, ao diagnóstico e a possível causa do transtorno, para então seguir com o tratamento correto.

É justamente por isso que existe a necessidade de poder contar com profissionais capacitados na área para poder tratar esta e outras doenças neurológicas corretamente. Sendo assim, o curso de atualização para neurologistas, assim como o curso de atualização para médicos, se faz essencial para a carreira destes profissionais que tem como objetivo atualizarem seus conhecimentos para aplicar os melhores tratamentos aos seus pacientes.

No caso da distonia, algumas opções de tratamento são usualmente prescritas, como é o caso do uso de medicamentos, com o objetivo de melhorar e controlar os espasmos. Relaxantes musculares também podem ser indicados para diminuir os sintomas, assim como a fisioterapia, que também age através do relaxamento muscular da região afetada.

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Porém, existe um tratamento que é considerado o principal para este tipo de transtorno neurológico, que é o caso da toxina botulínica. 

A toxina botulínica neste tipo de transtorno neurológico, age diretamente na região de ligação entre o nervo e o músculo (junção neuromuscular), as aplicações da toxina botulínica são feitas para reduzir o excesso de contração muscular causada pelo transtorno e desta forma, a injeção permite que a toxina seja direcionada diretamente para os músculos afetados.

Ao ser direcionada à área afetada, ela atua na junção neuromuscular, impedindo a ação do neurotransmissor (chamado acetilcolina), que é responsável por estimular a contração muscular e desta forma o botox (toxina botulínica) funciona reduzindo a hiper contratilidade dos músculos da região.

Tal tratamento é reconhecido por sua segurança e eficácia e pode ser indicado para todos os pacientes distônicos (ou seja, independente da área afetada). Em casos focais de distonia, que contam com poucos músculos acometidos, o tratamento apresenta os melhores resultados terapêuticos.

Em casos de distonias generalizadas, o tratamento pode ser mais complexo, podendo inclusive envolver procedimentos cirúrgicos, já que doses grandes demais de botox ultrapassam o limite de segurança para o paciente.

Além disso, a toxina botulínica também é utilizada para o tratamento de outras doenças neurológicas e é responsável por apresentar resultados expressivos, o que demanda um profissional capacitado para a realização do tratamento (assim como do diagnóstico).

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Por isso destacamos que é essencial que o médico neurologista se atualize e esteja por dentro deste tipo de técnica a fim de promover um tratamento eficaz, seguro e com ótimos resultados aos pacientes. Para isso, o CursoMedi conta com curso de atualização em toxina botulínica, visando apresentar todos os detalhes acerca do assunto com o objetivo de capacitar o profissional da área.

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