Qual influência da obesidade como fator de risco cardiovascular?

Obesidade e sobrepeso atingem boa parte da população brasileira. De acordo com a última pesquisa divulgada pela VIGITEL (Sistema de Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 18,9% dos brasileiros são obesos e 54% são afetados pelo sobrepeso, ambos considerados um fator de risco cardiovascular.

Tais dados chamam atenção não apenas para o quadro de obesidade, como também para as doenças do coração, tendo em vista a relação existente entre ambos. No artigo de hoje, entraremos a fundo exatamente nesta questão e descobriremos qual a influência da obesidade como fator de risco cardiovascular.

Compreendendo mais sobre o assunto

Através do ponto de vista médico, é possível caracterizar obesidade como o acúmulo excessivo de gordura no corpo. Para ser considerado obeso, a relação entre peso e altura do indivíduo (índice de massa corporal – IMC) deve ser maior do que 30Kg/m2.

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Sendo assim, é possível destacar que existem três graus de obesidade:

Grau 1 = IMC superior a 30Kg/m2;

Grau 2 = IMC superior a 35Kg/m2;

Grau 3 = IMC superior a 40Kg/m2 (também conhecida como obesidade mórbida).

Além disso, também é possível destacar que a obesidade pode ser classificada em dois tipos, segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC): Ginoide e Androide.

Ginoide: É caracterizada por um aumento de gordura da cintura pra baixo, sendo assim, definindo o formato do corpo como “em forma de pêra”. Este tipo de obesidade é mais comum em mulheres e tem menos risco cardiovascular, embora muitas vezes esteja associada ao aparecimento de varizes e doenças das articulações.

Androide: Neste caso, a gordura se acumula na zona da cintura na na zona superior do tronco, tornando o corpo “em forma de maçã” e é um tipo de obesidade mais frequente entre os homens, tendo uma estreita relação com o aparecimento de diabetes, hipertensão, aterosclerose e o aumento dos riscos envolvendo doenças cardiovasculares. 

Uma questão importante, é estar sempre atento ao perímetro abdominal, caso esteja acima de 80cm (mulheres) e 94cm (homens), significa que está aumentado. Esta medição pode ser usada como um indicador de saúde, tendo em vista que quando os valores se encontram acima do recomendado, pode estar associado ao desenvolvimento de diversos tipos de complicações (incluindo doenças cardiovasculares).

A influência da obesidade como fator de risco cardiovascular

A relação entre a obesidade e doenças do coração é estreita, isso acontece porque tanto a obesidade quanto o sobrepeso geram uma carga extra para o coração, fazendo assim com que seja preciso trabalhar de forma mais intensa para levar sangue para o corpo todo, sendo um fator de risco cardiovascular.

Mesmo que o organismo se adapte no início, o tempo fará com que a musculatura cardíaca enfraqueça cada vez mais, dessa forma, o quadro pode evoluir para uma insuficiência cardíaca.

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A hipertensão também é outro aspecto que diz respeito à influência da obesidade em questões cardiovasculares. Isso acontece porque o excesso de peso provoca o aumento da tensão nas paredes das artérias e esse processo por si só, tende a gerar lesões ao tecido dos vasos sanguíneos. Além disso, o tecido adiposo pode liberar algumas substâncias que também podem causar inflamação das artérias e acabar potencializando lesões já existentes.

Agora que você já conhece algumas das complicações que a obesidade pode causar como fator de risco cardiovascular, é preciso compreender que esta doença pode aumentar os riscos de forma direta ou indireta.

Os efeitos diretos acabam sendo mediados por adaptações na estrutura e também na função do sistema cardiovascular, incluindo o coração e os vasos sanguíneos (como veias e artérias). Tais adaptações são induzidas pela obesidade para acomodar o excesso de peso corporal, além disso, também é possível incluir o papel que as substâncias secretadas pelo tecido adiposo podem ter na inflamação e nos mecanismos que garantem o equilíbrio do sistema vascular.

Já quando se trata dos efeitos indiretos, podemos dizer que estes são mediados por fatores de riscos coexistentes como a resistência à insulina (hormônio que controla o açúcar no sangue), glicose elevada no sangue ou pressão arterial e níveis de colesterol elevados.

A importância do tratamento clínico e de acompanhamento profissional

Quando falamos em tratamento para obesidade, é importante lembrar que a mudança do estilo de vida do paciente é fundamental. Alimentação saudável, prática regular de atividades físicas e suporte psicológico fazem parte do processo. Porém, casos em que o paciente encontra maior dificuldade para emagrecer, outros tipos de tratamento podem ser indicados, porém, todo caso é um caso.

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Sendo assim, o acompanhamento feito por um profissional cardiologista especializado é fundamental para a saúde cardiovascular e a recuperação da qualidade de vida. É justamente por isso que os cursos de atualização são importantes e visam capacitar os profissionais de medicina que desejam se tornar especialistas em uma determinada área.

É através do curso de atualização médica que todos os conhecimentos necessários são aplicados e então há o desenvolvimento de um profissional especialista, pronto para atuar nos mais diversos casos.

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Até a próxima!

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